Em duas edições realizadas nesta semana, a Defensoria Pública promoveu mutirões em Sobral e no Cariri para reconhecer paternidade e reforçar vínculos familiares, atendendo 34 famílias e realizando 42 coletas de material genético.
Na Serra da Meruoca, a 20 km de Sobral, a doméstica Cleidiane Ferreira, de 40 anos, descobriu que o homem que criara como pai não tinha vínculo sanguíneo. Um tio revelou que o verdadeiro pai desejava conhecê‑la; após uma chamada de vídeo, os dois iniciaram uma relação afetiva que já incluía quatro irmãos.
“Eu sou muito grata ao meu tio por ter se comovido, em meio à dor e ao sofrimento, e contado a verdade, e à minha irmã, que encontrou uma solução por meio da Defensoria. Costumo dizer ao meu pai que hoje me sinto realizada, porque tive uma infância de muita frustração. Estou muito feliz e emocionada com essa ação, porque ela já mudou tudo na minha vida”, disse Cleidiane, que aguarda a retificação da certidão de nascimento.
Em Sobral, 31 pessoas se inscreveram, um crescimento de quase 48% em relação à edição anterior. A Defensoria realizou oito coletas de DNA, homologou quatro reconhecimentos voluntários de paternidade por mediação e ajuizou oito ações de investigação de paternidade. O defensor público Pedro Aurélio destacou a importância de aproximar famílias e garantir esses direitos.
No Cariri, a ação ocorreu na sede da Defensoria em Crato, atendendo moradores de Juazeiro do Norte e Barbalha. Foram coletados 42 materiais genéticos, realizadas cinco mediações e ajuizadas oito ações de investigação de paternidade, além de reconhecimentos socioafetivos e uma adoção. A defensora pública Luciane de Sousa Silva Lima ressaltou que cada atendimento representa uma história transformada e reforça o compromisso da instituição com a identidade e a cidadania.
