quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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TJCE media acordo para desocupação voluntária da Ocupação Salinas em Fortaleza

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TJCE media acordo para desocupação voluntária da Ocupação Salinas em Fortaleza
TJCE media acordo para desocupação voluntária da Ocupação Salinas em Fortaleza

Após dois anos vivendo na Ocupação Salinas, em Fortaleza, moradores como o pedreiro Francisco Jackson Pereira Lima e a dona de casa Jenifer Sales veem com esperança o acordo que prevê aluguel social para as 24 famílias que residem no local. A proposta foi construída em audiência realizada pela Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Ceará (CRSF-TJCE) na quarta-feira (26/08), na Escola Superior da Magistratura (Esmec).

O acordo prevê a desocupação voluntária da área até 26 de outubro, com concessão de aluguel social e acompanhamento das famílias para acesso a programas habitacionais. O caso envolvia inicialmente 45 famílias e foi resolvido após meses de diálogo entre moradores, proprietários, Defensoria Pública e Prefeitura de Fortaleza.

“Primeiramente agradeço a Deus e, em segundo lugar, aos órgãos públicos que estão abrindo essa oportunidade do aluguel social. Creio que, através dele, vamos ser cadastrados no Minha Casa Minha Vida e conseguir nossa moradia própria. O desejo do ser humano é ter seu lar para morar”, afirmou Francisco Jackson.

Jenifer Sales, que vive com mais seis familiares na ocupação, também comemorou: “Somos sete pessoas na casa e estamos há dois anos lá. Acredito que vai dar tudo certo para a gente sair de lá e ter um lugar melhor, a nossa moradia e a nossa dignidade. Só tenho a agradecer a quem está junto, apoiando e ajudando”.

O presidente da Comissão, desembargador Mário Parente Teófilo Neto, destacou que este é o sétimo acordo celebrado pelo colegiado em três anos de existência. O juiz Antônio Alves de Araújo, responsável pelo caso, classificou a audiência como “uma tarde de alegria” e ressaltou que a solução foi construída de forma harmonizada e humanística, em conformidade com a Resolução nº 510/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A defensora pública Elizabeth Chagas informou que o Núcleo de Habitação e Moradia continuará acompanhando as famílias. O procurador-geral do Município, Hélio Leitão, destacou o simbolismo do acordo para o diálogo institucional. O proprietário da área, Girlmar Gomes, afirmou que a mediação foi fundamental para atender a todos.

O acordo encerra a Ação de Reintegração de Posse nº 0255726-90.2024.8.06.0001 e será formalizado e encaminhado para homologação judicial. A expectativa é de que a desocupação ocorra de forma organizada, garantindo transição segura às famílias.

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