No segundo dia do projeto Amar Defensoria – Um Mar de Direitos, a Defensoria Pública do Ceará realizou uma roda de conversa com estudantes do 6º, 7º e 9º anos na Escola João Rodrigues da Fonseca, na comunidade Lagoa dos Crioulos, em Salitre. O encontro, realizado na manhã de quarta-feira (12), abordou temas como identidade quilombola, pertencimento e os direitos de crianças e adolescentes.
A atividade, que envolveu alunos da Escola João Rodrigues e da Escola Antônio José de Albuquerque, utilizou a cartilha “Enquanto houver nós”, da Secretaria de Comunicação da Defensoria, para fomentar a educação quilombola no Estado. Durante a conversa, os estudantes discutiram os direitos da população quilombola e políticas públicas, além de participarem de um jogo lúdico que estimulou a troca de conhecimentos sobre direitos garantidos a crianças e adolescentes.
A defensora pública Anna Kelly Nantua coordenou a atividade, que contou com a presença da equipe psicossocial da Defensoria e representantes de organizações que atuam em prol das comunidades quilombolas. Anna Kelly destacou a importância de levar informações sobre direitos às escolas, afirmando que “a nossa presença nas escolas é fundamental para que esses adolescentes conheçam seus direitos e saibam que podem contar com a nossa instituição”.
Os participantes refletiram sobre a identidade quilombola e sua relevância na formação de futuras lideranças. Lucas Mateus, orientador da Célula de Políticas Públicas para Povos e Comunidades Tradicionais, enfatizou que o fortalecimento dessa identidade é crucial para que as crianças compreendam sua história e direitos. Aurila Maria, coordenadora nacional da Conaq, também ressaltou a importância de discutir a trajetória de luta do movimento quilombola nas escolas, contribuindo para que os jovens vislumbrem novas possibilidades de futuro.
Os estudantes aprovaram a experiência. Ana Cecília Modesto Falcão, do 9º ano, comentou que a atividade foi útil para ampliar seu conhecimento sobre o tema. Ana Kelly Silva, do 6º ano, também expressou satisfação, ressaltando a importância de aprender coisas novas.
A roda de conversa fez parte da programação do Amar Defensoria, que inclui atendimentos jurídicos, escuta das comunidades e atividades educativas, visando fortalecer o acesso à informação e à Justiça nas comunidades quilombolas.
