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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Postado emSalitre, Vida e Saúde

Defensoria Pública promove diálogo sobre direitos com estudantes quilombolas em Salitre

Defensoria Pública promove diálogo sobre direitos com estudantes quilombolas em Salitre
Defensoria Pública promove diálogo sobre direitos com estudantes quilombolas em Salitre
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No segundo dia do projeto Amar Defensoria – Um Mar de Direitos, a Defensoria Pública do Ceará realizou uma roda de conversa com estudantes do 6º, 7º e 9º anos na Escola João Rodrigues da Fonseca, na comunidade Lagoa dos Crioulos, em Salitre. O encontro, realizado na manhã de quarta-feira (12), abordou temas como identidade quilombola, pertencimento e os direitos de crianças e adolescentes.

A atividade, que envolveu alunos da Escola João Rodrigues e da Escola Antônio José de Albuquerque, utilizou a cartilha “Enquanto houver nós”, da Secretaria de Comunicação da Defensoria, para fomentar a educação quilombola no Estado. Durante a conversa, os estudantes discutiram os direitos da população quilombola e políticas públicas, além de participarem de um jogo lúdico que estimulou a troca de conhecimentos sobre direitos garantidos a crianças e adolescentes.

A defensora pública Anna Kelly Nantua coordenou a atividade, que contou com a presença da equipe psicossocial da Defensoria e representantes de organizações que atuam em prol das comunidades quilombolas. Anna Kelly destacou a importância de levar informações sobre direitos às escolas, afirmando que “a nossa presença nas escolas é fundamental para que esses adolescentes conheçam seus direitos e saibam que podem contar com a nossa instituição”.

Os participantes refletiram sobre a identidade quilombola e sua relevância na formação de futuras lideranças. Lucas Mateus, orientador da Célula de Políticas Públicas para Povos e Comunidades Tradicionais, enfatizou que o fortalecimento dessa identidade é crucial para que as crianças compreendam sua história e direitos. Aurila Maria, coordenadora nacional da Conaq, também ressaltou a importância de discutir a trajetória de luta do movimento quilombola nas escolas, contribuindo para que os jovens vislumbrem novas possibilidades de futuro.

Os estudantes aprovaram a experiência. Ana Cecília Modesto Falcão, do 9º ano, comentou que a atividade foi útil para ampliar seu conhecimento sobre o tema. Ana Kelly Silva, do 6º ano, também expressou satisfação, ressaltando a importância de aprender coisas novas.

A roda de conversa fez parte da programação do Amar Defensoria, que inclui atendimentos jurídicos, escuta das comunidades e atividades educativas, visando fortalecer o acesso à informação e à Justiça nas comunidades quilombolas.

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