No Dia Nacional dos Direitos Humanos, 12 de agosto, a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) lançou a cartilha “Enquanto houver nós – Territórios, Memórias e Resistência no Ceará”, com foco na valorização da memória, identidade e direitos das comunidades quilombolas.
O evento ocorreu na Quadra Poliesportiva Luiz Rodrigues, na Comunidade Lagoa dos Crioulos, em Salitre, encerrando duas dias de atividades do projeto Amar Defensoria – Um Mar de Direitos. A programação incluiu atendimentos, ações de educação em direitos e espaços de escuta com moradores e lideranças quilombolas, além de apresentações culturais do grupo Filhos de Dandara.
A cartilha, produzida pela Secretaria de Comunicação da DPCE, é resultado da escuta do movimento quilombola e de uma construção coletiva com os que atuam na preservação desses territórios. Joyce Ramos, primeira quilombola ouvidora do País, destacou que o material é uma ferramenta importante para a formação e fortalecimento da identidade quilombola no Ceará.
Leandro Bessa, subdefensor geral e presidente do Comitê de Igualdade Racial da Defensoria, ressaltou que a cartilha homenageia a resistência e memória das comunidades. Ele mencionou que ainda existem desafios a serem superados, como conflitos de terra e racismo, e que a Defensoria se compromete a ajudar na luta por direitos.
A escolha de Lagoa dos Crioulos para o lançamento reforça a importância da iniciativa, que foi construída em conjunto com as comunidades quilombolas. Durante o evento, diversas lideranças e representantes de organizações participaram, destacando a relevância do reconhecimento e fortalecimento das comunidades quilombolas no Ceará.
