quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Postado emCeará

Justiça do Ceará celebra 20 anos da Lei Maria da Penha com avanços na proteção à mulher

Publicidade
Justiça do Ceará celebra 20 anos da Lei Maria da Penha com avanços na proteção à mulher
Justiça do Ceará celebra 20 anos da Lei Maria da Penha com avanços na proteção à mulher

Vinte anos após a criação da Lei Maria da Penha (nº 11.340), a Justiça cearense celebra avanços que transformaram o enfrentamento à violência contra as mulheres. Desde 2006, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) estruturou uma rede de proteção com juizados especializados, políticas de acolhimento e programas de prevenção, aproximando o Judiciário das vítimas em todo o Estado.

O primeiro passo foi dado em 2007, com a instalação do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, apenas um ano após a sanção da lei. A unidade tornou-se referência e iniciou a especialização do Judiciário cearense na proteção das mulheres.

A juíza Rosa Mendonça, pioneira à frente do 1º Juizado, relembra as dificuldades iniciais: “Foi necessário fortalecer essa pequena rede que já existia e formar uma outra para dar efetivo cumprimento às determinações da lei”. Ela destaca o trabalho de conscientização: “Foi um trabalho muito árduo de levar à sociedade o conhecimento da existência dessa lei e de como ela podia mudar a vida das mulheres”.

Outro avanço foi a criação de grupos reflexivos para agressores, visando à mudança de comportamento e à redução da reincidência. “Não adiantava só cuidar da mulher; era preciso olhar para aquele homem”, explica a magistrada.

Atualmente, o Ceará conta com 10 Juizados da Mulher, sendo quatro em Fortaleza e seis no Interior, nas comarcas de Caucaia, Juazeiro do Norte, Crato, Sobral, Maracanaú e Quixadá. Eles atuam de forma integrada com o Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacias da Mulher e equipes psicossociais.

A Central da Mulher, instalada na Casa da Mulher Brasileira, monitora o cumprimento das medidas protetivas de urgência. Entre 2019 e julho de 2026, foram registradas 152.106 solicitações de medidas protetivas, sendo 116.617 concedidas total ou parcialmente.

Em 2022, foi criado o Programa Proteção na Medida, que agiliza a análise das medidas protetivas por meio de um formulário de 27 perguntas, avaliando riscos e integrando informações entre os órgãos de atendimento.

Para a juíza Rosa Mendonça, os avanços são evidentes: “Muita coisa evoluiu. Claro que ainda não é o ideal, mas houve um grande progresso. Temos muito o que comemorar”.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Ceará Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior 4ª Parada Pet de Fortaleza ocorre neste sábado (8/8) no Parque Dom Aloísio Lorscheider Próxima → TJCE cria fluxos para direitos no sistema prisional e política antimanicomial