Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações do agronegócio cearense totalizaram US$ 393,8 milhões, com uma queda de 12,3% em comparação ao mesmo período de 2025, conforme levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC.
A cera de carnaúba se destacou como o principal produto exportado, gerando US$ 70,1 milhões, embora tenha registrado uma redução de 11,6% em relação ao ano anterior. Os melões frescos apresentaram um crescimento de 16,5%, alcançando US$ 58,0 milhões, enquanto a castanha de caju sem casca teve uma queda significativa de 41,4%, somando US$ 30,5 milhões.
Outros produtos relevantes nas exportações foram as lagostas inteiras congeladas, com US$ 22,5 milhões e um crescimento de 3,7%, e a água de coco, que gerou US$ 19,6 milhões, com alta de 24,0%. As melancias frescas também se destacaram, alcançando US$ 17,9 milhões, com um avanço de 35,3%.
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações cearenses, totalizando US$ 88,2 milhões, o que representa 22,4% do total. Outros destinos significativos incluem Países Baixos (US$ 54,0 milhões), China (US$ 36,9 milhões) e Reino Unido (US$ 29,9 milhões).
As importações do agronegócio cearense também diminuíram, totalizando US$ 312,5 milhões, uma redução de 5,5%. Apesar disso, o Ceará manteve um superávit de US$ 81,3 milhões, embora tenha havido uma queda de 31,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
