Uma pesquisa realizada pela Fecomércio Ceará, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), revela que 65,5% dos consumidores de Fortaleza estão endividados, o que representa uma queda de 2,3 pontos percentuais em relação a setembro, quando o índice era de 67,8%. Este é o menor nível de endividamento desde o início da pandemia de Covid-19.
O estudo aponta que o grupo mais afetado pelo endividamento é composto predominantemente por mulheres (66,9%), pessoas entre 25 e 34 anos (78,7%) e aqueles com renda mensal superior a sete salários-mínimos (68,3%). Além disso, a pesquisa indica uma redução de 1,0 ponto percentual no número de consumidores com contas em atraso, passando de 17,8% em setembro para 16,8% em outubro.
Os dados também mostram que o prazo médio de atraso nas dívidas é de 67 dias, sendo que as principais razões para o não pagamento incluem desequilíbrio financeiro (52,7%), adiamento do pagamento (41,1%) e esquecimento (12,8%). Em média, os consumidores destinam 41,8% de sua renda familiar para quitar dívidas, um aumento em relação aos 40,8% registrados em junho.
Os cartões de crédito são o meio de pagamento mais utilizado, com 80,4% dos entrevistados mencionando seu uso. Os gastos com alimentos a prazo (61,6%), aluguel (28,2%) e saúde (27,4%) são os principais responsáveis pelo endividamento.
A taxa de inadimplência potencial, que mede a dificuldade dos consumidores em quitar suas dívidas, caiu para 7,4%, uma redução de 1,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O perfil dos inadimplentes é majoritariamente masculino (7,8%) e com renda inferior a três salários-mínimos (9,0%).
Por outro lado, 75% dos consumidores afirmam realizar um controle mensal de seus gastos, o que pode contribuir para a gestão do endividamento. Entre os desafios financeiros, a falta de orçamento e controle é citada por 43,4% dos entrevistados, seguida por aumentos nos gastos essenciais (25,3%) e compras por impulso (21,7%).
Os resultados de outubro indicam uma melhora significativa no cenário de endividamento em Fortaleza, com queda no número de consumidores endividados e na inadimplência, refletindo um impacto positivo para empresários e trabalhadores locais.
