A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) sediou, nesta quarta-feira (26/08), o evento SelectUSA Every Day, promovido pela Embaixada e Consulado dos Estados Unidos em parceria com o Centro Internacional de Negócios (CIN). O encontro, realizado na Casa da Indústria, reuniu industriais e especialistas em comércio exterior para discutir oportunidades de negócios no mercado norte-americano.
O gerente do CIN e presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEC, Karina Frota, destacou a relevância dos EUA para as exportações cearenses. “Dependendo do período do ano, os Estados Unidos representam mais da metade das vendas internacionais do estado, ou seja, é um país que traz muitas oportunidades. Estamos falando da maior economia do mundo, e o nosso papel é apoiar a inserção internacional da indústria cearense, com produtos de maior valor agregado”, afirmou.
André Leal, representante da Embaixada dos EUA, ressaltou que setores como energias renováveis e alimentos têm grande potencial no mercado americano, mas exigem planejamento. “Fazer negócios nos Estados Unidos não significa fazer negócios nos 50 estados e seis territórios. A localização é crucial para que você entenda os aspectos culturais, as dinâmicas locais de negócio e, principalmente, para que você consiga adaptar sua empresa a essas oportunidades”, explicou.
O evento também contou com apresentações de Ana Gabriela Francelli e Rodrigo Torres, da consultoria Drummond Advisors, que abordaram aspectos jurídicos e contábeis da internacionalização. Torres avaliou que a iniciativa é essencial para que as empresas tenham acesso a informações precisas e aumentem suas chances de sucesso.
Para os empresários locais, o encontro trouxe orientações práticas para superar desafios logísticos e tributários. Fernando Granjeiro, diretor da SoulCoco, empresa cearense que já exporta água de coco para os EUA, destacou a importância do apoio: “Fomos para uma feira recentemente em Nova York e aproveitamos para conhecer um possível parceiro na Califórnia. Eles têm muito interesse no nosso produto, só precisamos resolver a questão logística, porque o processo é mais complicado e demorado. Mas o importante é dar o primeiro passo.”
