quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Defensoria pede investigação de morte de cães por envenenamento em Iguatu

Defensoria pede investigação de morte de cães por envenenamento em Iguatu
Defensoria pede investigação de morte de cães por envenenamento em Iguatu
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A Defensoria Pública do Estado do Ceará, por meio do Grupo de Trabalho de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais (GT-Animais), solicitou à Polícia Civil a apuração da morte de dois cães com suspeita de envenenamento no Campus Multiinstitucional Humberto Teixeira, em Iguatu. O caso foi levado ao conhecimento do grupo pela ONG local “Mães de Pet”, que atua na proteção animal no município.

Foi expedido ofício à Delegacia Regional de Iguatu pedindo investigação para esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar eventual autoria. A iniciativa integra o trabalho do GT-Animais de acompanhar casos de violência e maus-tratos contra animais no Ceará.

“A pauta da defesa animal é uma área que tem se fortalecido e contribuído para que a sociedade compreenda que a vida animal também é juridicamente protegida. Atentar contra a integridade dos animais, ainda que sejam animais de rua, pode configurar crime e deve ser devidamente apurado”, afirma a defensora pública e coordenadora do GT-Animais, Yamara Lavor.

A legislação brasileira criminaliza abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais. Para cães e gatos, a pena é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. Se o crime resultar em morte, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

A defensora pública Sandra Sá, integrante do GT, ressalta a importância da atuação conjunta: “Logo procuramos entender melhor o ocorrido para saber de que forma o GT poderia contribuir. A Defensoria Pública expediu ofício solicitando a apuração e a investigação pertinentes para a identificação da autoria e, consequentemente, para assegurar que sejam adotadas as providências legais cabíveis na esfera judicial”.

Sandra também destaca que a proteção animal exige articulação entre instituições: “A ideia é justamente construir pontes. A proteção animal é uma pauta que exige articulação entre instituições públicas, organizações da sociedade civil, protetores e população. Nenhuma instituição consegue desenvolver esse trabalho de maneira isolada”.

Criado em junho de 2026, o GT-Animais reúne dez defensoras e defensores públicos e tem como objetivo fortalecer a atuação da Defensoria na proteção jurídica dos animais no Ceará, acompanhando demandas e articulando com órgãos públicos e sociedade civil.

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