Um novo grupo de mulheres começou nesta terça-feira (18/08) uma jornada de aprendizado no projeto “Entre Linhas”, que visa proporcionar autonomia financeira. A iniciativa é uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, o Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher (Fonavid) e a Universidade de Fortaleza (Unifor).
Durante as próximas sete semanas, 20 mulheres assistidas pela Casa da Mulher Brasileira no Ceará participarão de aulas de corte e costura, com foco na costura criativa, que envolve a produção de itens como bolsas e carteiras. O objetivo é que, ao final do curso, as participantes consigam produzir suas próprias peças, criando uma possível fonte de renda.
A juíza Teresa Germana Lopes Azevedo, do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, destacou a importância do projeto no combate à violência, permitindo que mulheres em situação de dependência econômica possam romper ciclos de violência. “Proporcionar essa capacitação contribui para que as mulheres se libertem dessa violência, tendo autonomia econômica e construindo até mesmo própria autoestima”, afirmou.
Cristina Thé, supervisora do setor de autonomia econômica da Casa da Mulher Brasileira, ressaltou o compromisso em garantir que as mulheres concluam o curso. “Essa mulher chega até nós, muitas vezes, vulnerável, e nos empenhamos para que elas consigam dar continuidade à vida delas, sendo independentes”, disse.
A professora Flávia Dias, da Unifor, enfatizou que o curso abrange peças fáceis de serem vendidas, que podem ser feitas com materiais reutilizados, ajudando as participantes a se desenvolverem profissionalmente.
O projeto também conta com a doação de tecidos pela Santana Têxtil e o custeio das passagens das participantes pelo Sindiônibus.
As irmãs Cristina e Maria das Graças Amaro, que participam da nova turma, veem no curso uma chance de reconstruir suas vidas e honrar a memória da mãe, que as sustentou com a costura. “Pensar na nossa mãe impulsiona, dá uma força pra gente”, concluiu Maria.