O Centro de Atendimento às Vítimas de Violência (Ceav) da Comarca de Fortaleza completou dois anos de atuação. Para marcar a data, foi realizado um seminário na manhã desta sexta-feira (07/08), na Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec), com debates sobre acolhimento e desaparecimento de pessoas.
Criado em julho de 2024, o Ceav já atendeu 392 casos, com foco no protagonismo da vítima e na assistência integral. A coordenadora do centro, juíza Daniela Lima da Rocha, destacou que o número representa mais que registros: “São casos envolvendo pessoas que foram recebidas, acolhidas, escutadas e que, a partir dessa escuta, foi desenvolvido um protocolo de encaminhamento dessas pessoas para tentarmos buscar a cura de suas dores”.
O seminário contou com a palestra online “Pessoas Desaparecidas – Como o Conselho Nacional de Justiça, por meio do Programa Justiça Plural, tem atuado para promover a Política de Atenção a Familiares de Pessoas Desaparecidas no âmbito do Poder Judiciário em articulação com as demais esferas de Poder”, ministrada pela doutora Rosa dos Ventos Lopes Heimer.
O tema foi escolhido porque familiares de desaparecidos também precisam de acolhimento, e o Ceav integra a rede de apoio da Delegacia de Polícia Civil de Pessoas Desaparecidas. A delegada Patrícia Lopes Aragão informou que, no Ceará, houve mais de 2,5 mil desaparecimentos no ano passado, e em Fortaleza, 43 por dia, em média.
O coordenador do Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (NUAVV) do MPCE, Rodrigo Calzavara de Queiroz Ribeiro, ressaltou a importância do trabalho conjunto: “Tribunal de Justiça e Ministério Público são instituições irmãs que trabalham nesse acolhimento humanizado das vítimas de violência”.
O evento também contou com a presença do desembargador Henrique Jorge Holanda Silveira, supervisor do GMF/TJCE, e da juíza Solange Menezes Holanda, diretora do Fórum Clóvis Beviláqua.
