quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Postado emCeará, Economia

FIEC inaugura laboratórios de alimentos com investimento de R$ 6 milhões

FIEC inaugura laboratórios de alimentos com investimento de R$ 6 milhões
FIEC inaugura laboratórios de alimentos com investimento de R$ 6 milhões
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A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do SENAI Ceará, inaugurou nesta quarta-feira (05/08) a nova estrutura de Laboratórios de Alimentos e Bebidas do Centro de Serviços Industriais (CSI) Prof. Ariosto Holanda, em Maracanaú. Com investimentos superiores a R$ 6 milhões, o complexo amplia a infraestrutura tecnológica para a indústria local, alinhando-se aos padrões nacionais da Anvisa e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e prepara-se para integrar a Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL).

Para o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, a estrutura reduz a dependência de laboratórios das regiões Sul e Sudeste. “Hoje, estamos entregando uma estrutura que atende não apenas a indústria, mas também os produtores rurais. Nosso objetivo é melhorar a qualidade dos produtos, aumentar a competitividade e permitir que empresas de todos os portes tenham acesso, aqui mesmo no Ceará, a serviços que antes precisavam buscar em outros estados”, afirmou.

O complexo conta com quatro laboratórios integrados: Pesquisa e Desenvolvimento de Alimentos, Microbiologia, Físico-química de Alimentos e Bebidas, e Qualidade do Leite. A estrutura atenderá demandas regulatórias e apoiará o desenvolvimento de produtos mais seguros e competitivos, beneficiando diretamente 13 sindicatos industriais, incluindo Sindbebidas, Sindialimentos, Sindlacticínios e outros.

O setor de alimentos e bebidas é o maior da indústria brasileira, movimentando R$ 1,39 trilhão em 2025 (11% do PIB) e gerando 2,1 milhões de empregos. No Ceará, o segmento produziu R$ 19,6 bilhões, reúne cerca de 1,5 mil empresas e responde por mais de 52 mil empregos formais, sendo o segundo maior conjunto industrial do estado.

O diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, destacou o crescimento dos serviços tecnológicos: “Saímos de cerca de R$ 6 milhões em 2021 para R$ 38 milhões no ano passado, em consultorias, serviços tecnológicos e inovação”. Já o gerente do CSI, Carlos Mesquita, explicou que a estrutura atenderá também o pequeno produtor rural, reduzindo custos e tempo de análise.

Um dos principais impactos será na cadeia de lácteos, que antes enviava amostras para o Sudeste. Com a futura integração à RBQL, as análises serão feitas no Ceará. Em homenagem à contribuição do setor, o Laboratório de Qualidade do Leite recebeu o nome de José Antunes Fonseca da Mota, presidente do Sindlacticínios-CE. “Esse era um pleito antigo do nosso sindicato e, hoje, se torna realidade”, comemorou.

A inauguração também marca a mudança de denominação da unidade para Centro de Serviços Industriais, seguindo padronização nacional. A equipe cearense foi responsável pelo Guia Nacional para Implantação dos Centros, reforçando o posicionamento do SENAI como porta de entrada para soluções tecnológicas.

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