As stablecoins, criptomoedas criadas para acompanhar o valor de moedas tradicionais, como o dólar e o real, passaram a concentrar a maior parte das operações com criptoativos declaradas à Receita Federal no Brasil. Segundo o Fisco, esses ativos responderam por cerca de 80% do volume negociado em 2025.
A Receita Federal destaca que a adoção do padrão internacional de transparência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) busca ampliar o controle sobre operações com ativos digitais, fortalecendo o combate à evasão de divisas, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas.
Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram declarados aproximadamente R$ 1,58 trilhão em operações de compra e venda dos principais criptoativos. Desse total, cerca de R$ 1,13 trilhão, o equivalente a 71,7%, correspondeu às stablecoins.
A USDT, emitida pela Tether e atrelada ao dólar americano, concentra quase nove em cada dez reais movimentados nesse segmento, respondendo por 88,7% de todo o volume declarado entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, equivalente a aproximadamente R$ 1 trilhão.
A Receita Federal também destaca que parte relevante das operações com stablecoins ocorre por meio de prestadoras de serviços de criptoativos sediadas no exterior, que passarão a ter obrigação de informar operações realizadas com clientes brasileiros com a entrada em vigor da DeCripto.